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Anton Tchekhov

Teatro

“Não sou apenas um pintor de paisagens, sou também cidadão, amo minha pátria, meu povo, sinto que se sou escritor é minha obrigação falar do povo, de seu sofrimentos, de seu futuro, da ciência, dos direitos humanos.”

“Quando se escreve, não se deve pensar em formas nova velhas, não é isso que importa, e sim permitir que o texto flua livremente de sua alma.”

“Graças aos homens, daqui a pouco não restará sobre a terra nem fidelidade, nem pureza e nem capacidade de sacrifício. Por que não são capazes de olhar com indiferença para uma mulher que não lhes pertence?! É porque cada um carrega dentro de si o demônio da destruição. Não têm piedade das florestas, dos pássaros, nem das mulheres e tampouco um do outro.”

“O que destrói o mundo não são os ladrões e os incêndios, mas o ódio, a hostilidade e as desavenças.”

“Temos de confiar nas pessoas, de outra forma é impossível!”

“Antes tomava por doente, meio maluco, todo sujeito esquisito, mas agora minha opinião é que o estado normal do homem é a esquisitice.”

“Se pudéssemos começar a vida de novo e o fizéssemos de modo consciente? Se a vida cumprida fosse uma espécie de rascunho e a outra – a nova – passada a limpo? Imagino então que todos nós nos esforçaríamos, antes de mais nada, para não no repetirmos.”

“O homem deve Ter fé ou buscá – la, senão a vida é vazia. Viver e não saber por que voam as cegonhas, por que nascem as crianças, para que existem estrelas no céu... Ou sabemos para que se vive ou então tudo não passa de tolice inútil.”

“... o Senhor nos deu florestas enormes, terras sem fim, campos imensos, mas a nós, homens que vivemos no centro de tudo, não nos criou gigantes condizentes com isso!”

TCHEKHOV – O violino de Rothschild e outros contos

“Os contos aqui enfeixados propiciam uma idéia do desenvolvimento da obra do escritor, abrangendo quinze anos de atividade literária, do estudante pobre, necessitado de ajudar a família, e, mais tarde, médico inteiramente devotado à literatura. Nos escritos do primeiro período o humor constitui a nota dominante; ridiculariza aqueles que se rebaixam perante os poderosos, os estúpidos, os poltrões, os “camaleões”, cujas atitudes mudam conforme as circunstâncias, e tantos outros exemplos, de hipocrisia, subserviência, tirania, enfim, de tudo aquilo que avilta o ser humano.
Tchekhov logo extrapola os limites do conto humorístico, produz páginas onde mistura graça e seriedade, riso e tristeza. Nos escritos da fase mais tardia predominam o lirismo e a poesia, combinados com a melancolia e a dramaticidade da situações. O humor confunde–se com a reflexão sobre os problemas da vida russa da época. O tempo enriquece a sua galeria de personagens com cada vez mais pessoas humildes, de existência obscura, e oprimidas por um meio aparentemente sem saída. Nos seus contos marcados pelo tom sombrio e comedido da narrativa, sente – se uma força imensa, como uma melodia difusa, com mais notas tristes que alegres, diga–se, a qual alenta os heróis em todas as tentativas de romper as peias do seu pequeno mundo, de vislumbrar uma luz na vida e um sentido mais elevado para ela que o simples estômago cheio.” (Tradução competente do original russo de Noé Silva). (O Russo de meados de 1800... Anton Tchekhov).

Este texto foi tirado do livro – Anton Tchekhov – Teatro – A gaivota; O Tio Vânia; As Três irmãs; O Jardim das Cerejeiras; Editora – Veredas .

Pesquisa: Emerson Natividade

 

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